Ministério das Relações Exteriores

Vertentes da Cooperação Técnica Internacional

A cooperação técnica no Brasil é desenvolvida segundo duas vertentes: a cooperação do exterior para o Brasil e a cooperação do Brasil para o exterior (ou "Sul-Sul”).

A cooperação do exterior para o Brasil atua em dois segmentos: multilateral e bilateral, sendo que o primeiro ocorre com organismos internacionais; e o segundo, com países desenvolvidos. Ela tem como principais características:

  • Contribui para o desenvolvimento socioeconômico brasileiro;
  • Privilegia o compartilhamento de conhecimentos ainda não dominados pelo Brasil;
  • As instituições brasileiras cooperantes oferecem infraestrutura, equipamentos e recursos humanos, mas não recursos financeiros;
  • Não tem iniciativas assistenciais;
  • Aplica os princípios de neutralidade, não ingerência em assuntos internos e universalidade.

A cooperação do Brasil para o exterior, ou cooperação Sul-Sul, desenvolve-se exclusivamente em resposta a demandas recebidas oficialmente, nas embaixadas brasileiras, ou nas estrangeiras em Brasília. O Brasil não voluntaria cooperação. Nessa vertente, as iniciativas podem ser bilaterais, trilaterais ou com grupos de países. Ela tem como principais características:

  • Resposta a demandas de países em desenvolvimento;
  • A resposta tem base nas diretrizes da política externa e leva em conta os interesses específicos das instituições brasileiras cooperantes;
  • Foco no desenvolvimento de capacidades humanas, institucionais e produtivas;
  • Não há transferência direta de recursos financeiros ao país parceiro, mas sim compartilhamento de conhecimentos e experiências bem-sucedidas no Brasil;
  • Entre os princípios da cooperação brasileira, estão a horizontalidade, a neutralidade, a não condicionalidade e os benefícios mútuos.

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