Ministério das Relações Exteriores

Gestão da Cooperação Sul-Sul de 2000 á 2014


A política externa brasileira tem dimensão global, embora confira ênfase às relações mantidas com as nações com as quais o Brasil tem um patrimônio histórico, linguístico, cultural e étnico comum. Nesse arcabouço e em razão do extenso acervo de conhecimentos e de experiências disponíveis em inúmeras instituições nacionais, bem como à luz da capacidade brasileira de criar soluções inovadoras para problemas que se reproduzem em outros países em desenvolvimento, a cooperação técnica Sul-Sul brasileira compartilhada com países em desenvolvimento tem-se consolidado como um significativo instrumento de correção de assimetrias sociais e econômicas. A agenda de cooperação brasileira evoluiu de forma a refletir essa consolidação e contribuiu para reafirmação da cooperação técnica coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) como instrumento fundamental da política externa brasileira. Nesse contexto, a ABC tem feito da cooperação entre países em desenvolvimento a pedra angular de política de cooperação técnica internacional do Governo brasileiro.

A cooperação internacional é um comprovado instrumento de promoção de desenvolvimento social e econômico e, nesse sentido, apresenta-se como um dos principais vetores da política externa brasileira. Em suas principais e mais conhecidas modalidades - técnica, tecnológica, financeira, humanitária, educacional e cultural - a cooperação internacional tem servido de importante instrumento complementar no processo de crescimento sustentável e inclusivo do país. Ao mesmo tempo, a cooperação brasileira prestada a outras nações em desenvolvimento tem contribuído para a manutenção de uma imagem positiva do país no exterior, como parceiro confiável na condução de inúmeras ações direcionadas ao combate à fome e à pobreza. Nos últimos anos, a cooperação Sul-Sul brasileira contabiliza mais de 2200 iniciativas das mais variadas envergaduras, atendendo a demandas de cerca de 100 países em desenvolvimento, a partir da mobilização de quase duas centenas de instituições públicas nacionais. Em termos geográficos, essa pauta de cooperação divide-se em percentuais aproximadamente equitativos entre a África e a América Latina e Caribe, sendo complementada por projetos conduzidos na Ásia, com prioridade para o Timor Leste, Oriente Médio e Oceania. Os setores com maior volume de operações incluem a Agricultura, Saúde, Educação, Meio-Ambiente e Administração Pública.


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