O MERCOSUL ocupa um lugar de destaque na política externa do Brasil e representa muito mais que um acordo comercial. Além dos êxitos já obtidos na área econômica, há também um processo de integração política e cultural historicamente importante para os povos sul-americanos, que envolve tanto os governos da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, quanto a sociedade civil dos países-membros e seus associados.
É importante ressaltar que este processo de integração possibilitará uma melhoria na qualidade de vida de toda a população do Bloco, o que torna essencial a busca por uma integração mais competitiva. É interessante para o Brasil um MERCOSUL forte, que possa fazer frente a um mundo marcado por grandes espaços econômicos, onde o progresso técnico é primordial para o sucesso de planos de investimento e para o desenvolvimento sustentável.
Dentro deste contexto, a cooperação técnica entre os membros do MERCOSUL desempenha um papel crucial, pois favorece tanto a troca de conhecimentos já existentes, quanto o desenvolvimento conjunto de novas técnicas, nas mais diversas áreas de interesse do Bloco. A cooperação técnica contribui diretamente para o cumprimento de dois objetivos específicos do MERCOSUL: 1) promover de modo coordenado o desenvolvimento científico e tecnológico dos países-membros; 2) aumentar e diversificar a oferta de bens e serviços com padrões comuns de qualidade, segundo normas internacionais. Desta forma, a troca de expertise entre os países-membros, além de favorecer um desenvolvimento técnico-científico conjunto, contribui para a padronização e harmonização de normas técnicas e procedimentos, fatores esses que vem facilitar tanto o comércio quanto a livre circulação de bens, pessoas e serviços dentro do Bloco, promovendo, assim, a real integração socioeconômica.
A Atuação da ABC junto ao MERCOSUL
A participação da ABC no apoio ao processo de integração do MERCOSUL se dá por intermédio da Coordenação da Seção Nacional do Comitê de Cooperação Técnica do MERCOSUL (CCT). A ABC atua de forma estreitamente articulada com a Divisão de Assuntos Políticos, Institucionais, Jurídicos e Sociais do MERCOSUL (DMS) na coordenação da Cooperação Técnica do MERCOSUL.
O CCT é o órgão assessor do Grupo Mercado Comum (GMC) e competente para toda a Cooperação Técnica do MERCOSUL. Sua função é a de assessorar o GMC e coordenar-se com todos os órgãos do MERCOSUL em matéria de cooperação técnica. Todos os projetos de cooperação do MERCOSUL devem passar pelo CCT, que atua como intermediador entre os países-membros e as organizações ou países que prestam cooperação ao Bloco. O CCT se reúne ordinariamente duas vezes por semestre, no país que estiver na presidência pro tempore do MERCOSUL. A condição de Coordenadora da Seção Nacional do CCT exige que a ABC esteja representada em todas as reuniões do Comitê, além de reuniões de outros foros do Bloco envolvidos em ações de cooperação técnica.
No cumprimento de suas atribuições, o CCT executa ações de análise, negociação, aprovação, acompanhamento e avaliação dos programas e projetos de Cooperação Técnica implementados no MERCOSUL. Ademais, o CCT realiza gestões para garantir a articulação entre as instâncias do MERCOSUL envolvidas na identificação, desenho e execução de projetos de Cooperação Técnica, quais sejam: Subgrupos de Trabalho, Reuniões de Ministros, Reuniões Especializadas, Comitês Técnicos, Grupos Ad-hoc, e outros.
Na definição das Agendas de Trabalho do Comitê e dos projetos a serem recomendados ao GMC, o CCT pauta-se pelo princípio da contribuição da cooperação técnica ao processo de integração e combate às assimetrias, no sentido de que os projetos devem aportar, de forma mais direta possível, contribuições objetivas ao processo de integração do Bloco.
Nesses termos, foram atendidas nos últimos anos, temáticas fundamentais para promover harmonizações estruturais no Bloco, como: Harmonização Macroeconômica, Harmonização Estatística, Cooperação Aduaneira, Harmonização de Normas Sanitárias e Fitossanitárias, Normas Técnicas, Meio Ambiente, Educação, Turismo, Pequenas e Médias Empresas, e outras.
Além disso, com vistas a ampliar a capacidade do Bloco de gerar soluções endógenas e promovê-las no âmbito da Cooperação Técnica, a Coordenação Brasileira propôs, e o CCT acatou, que fossem identificadas áreas temáticas para execução de cooperação técnica horizontal intra-Bloco.
Nesse sentido, e tendo em vista o grau de excelência das instituições nacionais em diversos setores, o Governo brasileiro assume o compromisso de aportar maiores esforços técnicos e financeiros para maximizar a cooperação técnica regional a partir do Brasil para o MERCOSUL, de maneira a contribuir mais intensamente com o Processo de Integração que se almeja no Bloco.
Parceiros do MERCOSUL
Os tradicionais parceiros do MERCOSUL em Cooperação Técnica são: a União Européia, com quem estão em negociação/execução 10 (dez) projetos; o BID, com dois (02) projetos em execução; o Governo da Espanha, com cinco (05) projetos prestes a entrar em execução; o Governo do Japão, com um (01) projeto em execução; e o Governo da Itália, com um (01) projeto em execução. O CCT busca retomar a cooperação com a Alemanha, a Coréia e a OPAS, bem como identificar eventuais outros parceiros.
Atividades da parceria MERCOSUL- União Européia
As iniciativas que seguem contam com o apoio em conjunto do Brasil, dos demais países do MERCOSUL e da União Européia:
Em negociação
Atividades da parceria MERCOSUL-BID
Atividades da parceria MERCOSUL-Japão
Atividades da parceria MERCOSUL-Alemanha
Em negociação
Está em negociação um novo programa de cooperação técnica entre o MERCOSUL e a GTZ (Agência Alemã de Cooperação) que abrange as áreas de a) Fortalecimento institucional do MERCOSUL; b) Eficiência Energética e Energias Renováveis; e c) Apoio ao processo de integração do MERCOSUL.
Atividades da parceria MERCOSUL-Itália
Atividades da parceria MERCOSUL-Espanha
O MERCOSUL e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) firmaram, em 20/06/2008, Memorando de Entendimento para a implementação de cooperação técnica nas áreas Integração Produtiva; Meio ambiente; Gênero; Capacitação e Fortalecimento Institucional; Desenvolvimento Local; Rural e Fronteiriço, e outras a serem identificadas.
Quatro propostas de projetos foram identificadas e aprovadas pelo MERCOSUL, em 2008, para implementação em 2009, são elas: